quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

MAIS UM MILAGRE DE DEUS NA MINHA VIDA – 2005

Dia 02, do acidente foi quinta-feira, na sexta-feira dia 03, fui ao oftalmologista como o medico mandou, fui pela manhã e me atenderam rápido, pois era emergência, o Dr. Marcio me atendeu com muito carinho, tirou o tapa olho que eu usava e fez um exame minucioso, disse que eu precisava de uma cirurgia, mas que não poderia fazer naquela sexta-feira, porque meu rosto estava inchado demais e acabaria me machucando, então, a cirurgia ficou marcada para segunda-feira, dia 6, às 14h. Ele me disse que as chances de perder a visão ou tê-la parcial era de 90%, mas que ele faria o possível para me ajudar. Saí de lá preocupada com meu olho, mas na certeza de que, por mais uma vez, o nome de Deus seria glorificado através da minha cura.
Saí do consultório e me encontrei com o Adilson que estava arrasado, os 5 pontos da cabeça do Felipe inflamaram e tiveram que amarrar ele para espremer o pus, ele gritou que do lado de fora do hospital ouviram, pensei: “Meu Deus, meu filho de 2 anos berrando no hospital” doeu mais em mim e no Adilson do que nele.
Na segunda-feira, dia 6, cheguei ao consultório para a cirurgia, o médico e sua equipe já me esperavam prontos, fui para a sala, ele destampou o meu olho, pôs o aparelho de exame, comparou com o anterior e saiu da sala chamando todos, pensei: “já era, ou, vou testemunhar e mandar Palavra”. Todos voltaram sorrindo e o médico me disse: “Em 30 anos de oftalmologia, eu nunca vi isso, se eu não tivesse atendido você na sexta, eu não ia acreditar que esse olho, sem um sinal de nada, é o seu. Não me faça perguntas por que não tem explicação”, aí eu disse: “eu tenho, é o Deus vivo que eu sirvo, glórias sejam dadas à Deus!”.
As fotos foram tiradas no dia 12 de junho, dos meus 57 talhos, ficaram os mais profundos, o tapa-olho ainda usava para aguardar o olho esquerdo a desinchar:


Um espetáculo, que eu estou nessa foto, né?

O ACIDENTE – 2005

Era 02 de junho de 2005, tínhamos aberto uma loja de materiais esportivos na cidade de Cachoeiras de Macacu. Adilson estava com o nosso jeep ajudando num evento de esportes radicais, quando me ligou querendo saber se eu ia ao mercado para ele ir me pegar. Fui, saí do mercado e peguei o Felipe na escola, por volta das 17h30min fomos para casa.
Como fizemos compras, usamos a caçamba do jeep 1969, alongado para 11 pessoas, para as bolsas, passamos na loja e pegamos umas caixas de roupas que chegaram para etiquetar. Adilson dirigindo, eu no banco da frente com o Felipe no meu colo, o jeep no asfalto fazia 25 km de velocidade, tomamos a Estrada para casa. Quando nos aproximamos de um posto de gasolina, vimos um gol azul descendo de Nova Friburgo em alta velocidade, foi tudo rápido, o Adilson gritou segura que vai bater, quando olhei vi o gol em nossa direção. O motorista queria entrar no posto de gasolina, como nossa velocidade era pequena ele achou que dava tempo e sem reduzir virou para o posto, o carona do gol, bateu e se encaixou no carona de jeep e nos arrastou por quase 5 metros para dentro do posto.
O impacto do gol no jeep, fez com que eu batesse e quebrasse o pára-brisas com o rosto, Felipe não se machucou, pois quando o Adilson gritou eu o agarrei com força, com o arrastar do jeep eu virei no banco e forcei o rosto nos estilhaços que caíram nele, neste momento o Felipe virou e cortou o couro cabeludo com estilhaços de vidro.
O barulho foi tremendo e assim que o jeep parou, senti tudo preto como se fosse desmaiar e clamei ao Senhor para que ele não permitisse meu desmaio, me levantei e percebi o sangue quente escorrendo em mim. O Adilson não se feriu e logo pegou o Felipe do meu colo que chorava muito, fomos socorridos por um rapaz de scort vermelho que trabalhava numa oficina ao lado do posto. Entramos no hospital às 18h20min, eu estava banhada de sangue.
O motorista do gol tinha bebido e levava um adolescente de carona que se feriu também, entramos juntos no hospital e os médicos vieram logo para meu lado, pedi que eles olhassem meu filho primeiro, lhe deram 5 pontos na cabeça. Depois dei a minha vez para o garoto do gol que estava quase desmaiando, ele quebrou o braço e teve alguns cortes.
Finalmente, fui atendida, limparam meu rosto e disseram que havia muitos cortes pequenos que não seriam suturados, porém, levei 06 pontos na pálpebra do olho esquerdo, 5 na testa, o joelho direito inchou por causa da pancada, minhas mãos, por segurar o Felipe, também estavam cortadas e minha boca por dentro, pois engoli alguns estilhaços que provocaram cortes. Pedi para ir ao banheiro, uma enfermeira foi na minha frente e tirou o espelho que havia na parede, mas sabia que a situação não era boa, pois todos desciam para me ver e perguntar se estava doendo muito.
Confesso que não senti dor, o sangue estava quente, estava nervosa com o meu filho que tinha acabado de completar 2 anos, estava agitada, mesmo com o joelho inchado eu andava o tempo todo. Senti algo no meu olho esquerdo que me impedia de piscar, chamei o medico que gastou 2 sacos de soro comigo e depois falou o seguinte: “Tem um caco de vidro no seu olho, não consegui tirar, você precisa de um oftalmologista ou então, deixa que um dia sai”. Estranhei a atitude e perguntei se eles haviam feito raios-X do Felipe, a resposta foi não.
Fomos liberados do hospital às 21H pela policia, pois eu precisava ir a Unimed de Nova Friburgo para verem meu olho e meu filho também. No caminho paramos no local do acidente, pois minha bolsa com meus documentos estavam no carro. Quando chegamos, o motorista do gol dançava alegremente com o som alto do carro, os frentistas se aproximaram e pediram para ele parar, pois havia ferido uma mulher e uma criança, ele baixou o som e ficou me olhando e rindo. Um entregador de gás que fazia a área da minha casa disse que o motorista do gol estava incitando as pessoas a saquearem o jeep, ele e os frentistas não deixaram, aí, ele me avisou que pegou tudo o que estava no jeep e colocou no seu carro e levaria em minha casa pela manhã, peguei a bolsa, cumprimentei uns amigos do meu marido: Cleiton Caliocane (bombeiro) e Rodrigo (policial). O Wander Caliocane, que era nosso funcionário na loja, foi em nossa casa, pegou nosso carro e nos levou para Nova Friburgo, no caminho, liguei para o pediatra do Felipe falando do acidente, ele combinou nos encontrar no hospital.
As 22h30min entrei na emergência da Unimed com muita dor no olho, o pediatra saiu com meu filho e com a Silvia nossa secretária que foi um braço direito naquele período, eu segui para o clinico que me colocou numa maca e fez a retirada do vidro, perguntou se eu queria guardá-lo de lembrança, recusei e ele pediu que eu procurasse um oftalmologista poor que era um caso que a cirurgia de olhos era necessária e urgente.

O NASCIMENTO DO FELIPE – 2002 E 2003

Essa foto foi do dia 30 de abril de 2002, tive uma gravidez maravilhosa, sem enjôos ou efeitos colaterais. Rsrsrs. Trabalhei até meio noite e dormi muito bem, estava calma para quem iria passar pela primeira cirurgia aos 32 anos.

Fiquei enorme e no dia 01 de maio às 5h da manhã, subimos para o hospital Unimed de Nova Friburgo. Depois de uma cesárea tranquilíssima, o Felipe chegou com 3.290 gramas e 49 cm.
A primeira foto de milhares, tirada na maternidade do hospital.

Foi consagrado a Deus na Igreja, até ensaiamos uma volta para a Igreja, mas não deu. Continuamos afastados. Aos 7 meses com 8.100 gramas.

O primeiro corte de cabelo aos 11 meses.

Festa de 1 ano em 01 de maio de 2003.

Uniformizado para o primeiro dia de aula em 05 de agosto de 2003, Instituto Chave do Saber – Cachoeiras de Macacu – RJ

Continuamos fora da igreja.

ANO DE CUMPRIMENTO – 2000 E 2001

Pois é, no inicio do ano de 2000 o Adilson disse que compraríamos um terreno e construiríamos nossa casa. Ri, zombei, pois estávamos saindo de uma séria crise financeira.
Porém em Outubro compramos um terreno, na Prefeitura era um valor e acabamos pagando uma quantia irrisória e parcelada em 5 vezes. Nos afastamos da igreja.
Construímos a casa em 9 meses e em 06 de agosto de 2001 a chave de nossa casa foi entregue. Lembra do propósito que fiz no inicio do casamento, assim foi: que seja servo de Deus; que tenha saúde; que pudéssemos estar num emprego estável (Sherwin Williams), e ter uma casa própria, que não fosse para morar, mas pelo menos para nos dar segurança e estabilidade (Boca do Mato). Saímos do aluguel na Boa Vista e fomos para nossa casa na Boca do Mato. A família canina continuou crescendo: veio a Natasha, uma poodle toy.

Porém, perdemos a Malu com câncer no fígado no dia 01 de setembro de 2001, chorei muito e mais um pouco.
No dia 07 de setembro de 2001, mudamos para nossa casa – eu já estava com 1 mês de gravidez. Nosso filho estava a caminho.
Antes dele chegou mais uma filha canina, a labrador, Maria, presente de uma amiga que chegou lá em casa com 2 anos de arte e comilança, come e como come. Mas é a filha mais doce e carinhosa do mundo.

MUDANDO DE CIDADE, RUMO A CACHOEIRAS DE MACACU – 1999


No dia 02 de novembro de 1999, mudamos para Cachoeiras de Macacu - RJ, como representantes comerciais o local facilitava a nossa vida, estávamos no meio da nossa área. Cachoeiras de Macacu é uma cidade quente, chega a 40º fácil, e nós petropolitanos, que nos acostumamos a no máximo 30º imagina o sufoco. Parecia que íamos ter um treco de tanto calor.
Alugamos 2 casas de quarto, sala, cozinha e banheiro, e fomos numa Kombi com: a cama sem colchão, o fogão, a geladeira, o computador e as roupas. No nosso carro nós, Malu e Kiki.
• 1ª – a vista do nosso quarto, linda, né?
• 2ª – Malu
• 3ª – Kiki
Elas eram nossas companheiras de emprego, desemprego, brincadeiras, passeios, alegrias e choro.

EXPERIÊNCIA SOBRENATURAL – 1999

O jejum prosseguia e o dinheiro acabou. Havia um padeiro que passava pela nossa rua vendendo Paes em uma Fiorino branca, sempre muito simpático, enquanto eu tinha dinheiro eu comprava, quando acabou, nada, mas tínhamos feito amizade pois toda manhã quando passava ele parava o carro e dava pão para minhas duas cachorras: Malu e Kiki. Elas sabiam o horário dele passar direitinho e já esperavam ansiosas no portão.
Um dia ele falou comigo que de um dia para o outro não podia vender os Paes, se ele podia separa para elas um saco com o pão velho e o pão que por ventura caísse no chão. Aceitei mas disse que não compraria mais pão pois não podia comê-lo, mentira, eu não tinha como pagar.
Ele disse que não tinha problema porque gostava delas e queria deixar o pão. Pois bem, todos os dias estava lá o pão no portão, velho ou caído, era o que eu tinha para comer. O dia que não sobrava ou não caía no chão, nem eu nem elas, não comíamos nada.
O pouco dinheiro que a representação nos dava, pagávamos o aluguel, a gasolina por que ele viajava a região serrana e para o almoço, apenas, pois como ele dirigia ficava com medo de deixá-lo sem comer, pedia para ele levar o dinheiro que eu dava um jeito. O jeito era pão do chão ou pão velho!
Neste período nada de noticias de emprego, mas tinha declarado que aquela vaga era nossa e acreditava nisso.
No dia 31 de março, fiz o ultimo dia de jejum, quando foi 14h30minh eu comecei a chorar e a murmurar, perguntava para Deus o “por quê?” dela não ter aceitado a minha oferta, o meu propósito. As 15H em ponto me coloquei de joelhos para consagrar o ultimo dia chorando, de fome e de dor pois nada tinha acontecido nestes dias. Acabei de orar e levantei, o telefone tocou e pensei, como atenderia soluçando mas fui e era o Adilson, dizendo que haviam ligado para ele pois a vaga era nossa e precisavam de nossa documentação com urgência para começar e assinarmos o contrato com data de 01 de Abril de 1999.
Desliguei o telefone, voltei para o joelho e chorei de novo, muito pedindo perdão e agradecendo a Deus a porta que ele abriu, agradecendo também a experiência dada e o que aprendi: É no tempo de Deus e não no nosso!
Assim a Adcelta nasceu e o casamento com a Sherwin Williams do Brasil dura até hoje, para honra e glória do Senhor.

DESEMPREGO – 1998

O ano ia bem, até que o Pastor Adilson ficou desempregado, temos trabalho secular, meses se passaram e no final do ano eu também perdi o emprego.
Claro, que esta história de “desemprego” aconteceu o que acontece com todos, alguns freqüentadores habituais de nossa casa sumiram, se ligávamos para ter noticias, não nos atendiam ou falavam com pressa.
Através de um amigo, Marco Torres, entramos para o ramo de Representação Comercial, mas um casal que paga aluguel, meses parados, tínhamos dividas, principalmente de cartão de crédito pois enquanto havia limite o mercado era feito neles. Porém, tudo acaba e o limite acabou e as compras também, fazíamos para o aluguel apenas, na consciência de que todo começo é difícil. Em novembro, surgiu uma vaga em uma grande empresa, vendíamos outras tintas e acabamos perdendo a vaga por causa disso, mas Deus me dizia que aquele trabalho era nosso.
Fiz um propósito com Deus, 90 dias de jejum de 2H às 15H, durante 3 meses para que Deus nos desse o melhor que tinha para nós. Iniciei o Jejum em 01 de dezembro.

A 1ª IGREJA E MAIS MUDANÇAS – 1995 e 1996

Em 09 de Abril de 1995, o Pastor Adilson passou a estar à frente da Igreja Cristã Maranata na Estrada da Saudade, tendo a cobertura do Pastor Emanuel.
Esta igreja foi uma benção nas nossas vidas, éramos uma família em Cristo, alegre e unida.
No dia 06 de dezembro de 1995, cheguei a casa do trabalho e ela havia sido arrombada, bateram na Malu e na Kiki, levaram jóias, roupas, perfumes, TV e o vídeo-cassete. Resultado: o medo da violência sofrida nos fez procurar outra casa. Demorou, mas em maio de 1996 mudamos para o Loteamento Samambaia, próximo a Florália. Estávamos felizes com a mudança e com nosso crescimento.



Agora a foto das mulheres, jovens e crianças que estavam conosco naquela igreja, amo lembrar de tantas experiências, nem vou nomeá-las, pois não quero esquecer de ninguém, mas vai a foto, que mantém essas lembranças vivas no meu coração.

UNGIDO A PASTOR E FAMÍLIA AUMENTANDO – 1994

Em 5 de maio de 1994 o Adilson foi consagrado a Pastor ungido.
Infelizmente não temos fotos desses acontecimentos, pois na Maranata as consagrações eram feitas na hora, sem prévio aviso, era de surpresa, então nunca estávamos preparados com câmera para isso, mesmo porque, em 1994, ainda não tínhamos a maquina digital.
Estávamos casados, bem espiritualmente, bem empregados, morávamos numa casa linda em Correas e nada mais justo do que uma “filha”.


E a Malu, uma Pastor Manto Negro de 1 ano e meio, aparece na nossa vida o tio do Adilson nos deu, pois a casa era grande e precisávamos de um cão que desse respeito, porém a Malu era arteira ao extremo, era nossa criança, que só aprontava. Adilson não estava acostumado a ter cachorro, mas foi obrigado a aprender comigo e claro, não resistiu ao charme dessa moça sapeca, que era a alegria, o que estava faltando na nossa casa. Com ela vieram os netos e da primeira ninhada veio nossa 1ª neta ou 2ª filha: a Kiki.



Um filho de sangue, não, era cedo precisávamos crescer muito ainda em todos os sentidos!
Naquele mesmo ano, por causa das cobranças sobre ter filho, eu fiz um propósito com Deus que foi o seguinte, eu não me achava preparada para ser mãe e nem queria ser, mas se fosse da vontade de Deus eu peço:
• Que seja servo de Deus;
• Que tenha saúde;
• Que possamos estar num emprego estável, e
• Ter uma casa própria, que não fosse para morar, mas pelo menos para nos dar segurança e estabilidade.

UMA MUDANÇA BRUSCA DE ENDEREÇO – 1993

O meu pai Ary se casou em 1993 com a “namorada menina” e mudou-se para um apartamento em Cascatinha, mas constantemente nos ameaçava em nossa casa de nos colocar para fora e etc...
Minha avó era quem segurava a peteca, eu e Adilson por muitas vezes pensamos em sair, mas ela não queria ir conosco, dizia que havia lutado muito para comprar e construir aquela casa e queria ficar ali, acabamos engolindo sapos e jacarés por causa dela, até que ela adoeceu. Minha avó Carú ou Carolina, como preferir, morreu em janeiro de 1993, ela ficou internada um bom tempo no hospital onde fui ser financeira quando saí da Texaco, depois ficou na minha casa, foi para o apartamento do Ary com a esposa e voltou para o hospital para não sair mais.
No dia seguinte ao seu enterro, um sábado, meu pai chegou esbravejando na casa e dizia que era dele e que precisávamos escolher até domingo á tarde, se pagaríamos aluguel ou deixaríamos a casa, sem mais 1 minuto a mais. Minha avó tinha feito um testamento por que por várias vezes ele ameaçou vender tudo e colocar eu e meu irmão para fora, ela para nos proteger fez o documento passando a casa para mim e para Marcio, com uso e fruto dele, isto é, eu e meu irmão só teríamos a casa após a morte dele. Ele chegou gritando e nos chamando para briga, dizendo que ia cobrar aluguel meu e de Adilson. Que gostou da pintura e da reforma que fizemos na casa para ele, e pediu para não quebrarmos o Box do banheiro, pois ele gostou muito e ria de nós dois. Ficamos humilhados e eu, em particular irada, mesmo por que, por pior que ele fosse eu não esperava isso dele.
Quando ele saiu da nossa casa, eu disse que para pagar aluguel iria para outro lugar e assim foi feito, procuramos casa feito uns loucos e o Jacir nosso padrinho de casamento disse que poderia nos alugar uma casa na Ponte de Ferro, que foi do filho dele e estava fechada há alguns anos. Nós até havíamos achado outra casa, mas só estaria livre em 15 dias, então, não tínhamos opção, preparamos a nossa mudança às pressas e no domingo à tarde saímos da casa. Quando a última caixa saiu, ele chegou com a esposa, sorrindo e surpreso, ambos foram para a sala e começaram a gargalhar e gritar: MARAVILHA!
Os vizinhos que me conhecia desde o berço ficaram boquiabertos com a covardia e outros choraram de ver o pai tirando, expulsando a filha de dentro de casa de uma forma tão feia.
Mas, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Cristo, o que parecia ser ruim foi bom, a nossa independência e amadurecimento, como casal, havia chegado.
Fomos para a casa no bairro Ponte de Ferro e ficamos por 15 dias, meu maior temor era de que ele poderia não estar satisfeito com o que fez e aparecer na minha porta para aprontar.
Em fevereiro mudamos para a casa de Correas, conforme o prazo estipulado.