quinta-feira, 20 de outubro de 2022

TCC - Daniele Haubrich - Escola de Cura

Formamos alguns alunos na Escola de Cura da CECRIN Escola, lá ainda temos a Escola de Ministro e a Escola de Mestre... breve Escola de Aguias, todos os cursos sob a cobertura da CN - Comunidade das Nações de Brasilia DF.

Com a autorização de Daniele Haubrich, estarei postando hoje seu TCC.

CECRIN - CURSO DE CURA e SOZO - 2021/2022 

ALUNA: DANIELE DOS REIS BORSATO HAUBRICH 

LIVRO: PASTOREAMENTO INTELIGENTE 

AUTOR: MARCOS DE SOUZA BORGES - COTY

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 


Estou utilizando no curso a APOSTILA do Livro: "Pastoreamento Inteligente" - O Padrão de aconselhamento na libertação, do autor Marcos de Souza Borges, o Coty, a apostila possui 206 páginas nos explicando de maneira correta os conceitos de "CURA". O livro é um manual de reeducação e quer nos apresentar o início da essência do Evangelho de Cristo, direcionando o Corpo de Cristo em geral, para uma ferramenta de ensino e restauração dos valores e princípios bíblicos, visando a saúde e o bom testemunho da Igreja.

A obra fala sobre o grave número de pessoas que abandonam a religião que vem crescendo muito nas estatísticas; e ele nos aconselha na libertação estabelecendo uma abordagem em princípios e revelando a área do "SOZO" através da Libertação, cura e salvação.

No dia 23 de outubro de 2021, iniciamos nosso curso com o capítulo um, que o autor nos trouxe uma introdução rica de informações importantes, na qual se misturaram com as explicações de nossa professora e pastora Mariza Pizzi e nos surpreendeu com várias revelações que nos deixou de queixos caídos!

 O livro nos fala sobre perseguições espirituais que a igreja vem enfrentando que afeta diretamente a configuração da família e a saúde da igreja que tem como exemplos: 

⦁ A discriminação do adultério e a famosa cultura do divórcio sem culpa; ⦁ Cultura do não-casamento: "Juntado na fé, casado é"; ⦁ A epidemia de adolescentes grávidas e pais precoce; ⦁ A indústria do aborto; ⦁ O aumento de exponenciais das desordens psicoemocionais; ⦁ Elevação dos índices de abusos e violências; 

O autor frisa o princípio da ditadura que se estabelece pela falta de discernimento entre aceitação e aprovação. Aceitação que é incondicional e a aprovação que depende das escolhas. 

O autor ainda nos mostra alguns aspectos comuns sobre a queda e destruição de grandes impérios: 

⦁ A relativação moral como a banalização do pecado e a legalidade da iniquidade (injustiça);  ⦁ Perversão e animalização do sexo; ⦁ Perda dos vínculos familiares; ⦁ A explicitação do ocultismo. 

E o papel da igreja nessa situação toda é "apagar o incêndio", precisamos ajustar aos desafios colocados na arena para não perder os frutos. Precisa não apenas haver uma transformação, mas também uma transfundação. 

A partir da página 13 da apostila, o autor descreve a diferença entre "Expulsão de demônios X Libertação", precisamos ter discernimentos básicos para identificar, e ele intensifica com exemplos e explicações bem simples e óbvias. Ele nos ensina também sobre "Desmistificando a maldição" com vários conceitos importantes: 

⦁ A origem da palavra maldição, que é bíblica; ⦁ Contexto da palavra maldição; ⦁ O princípio da palavra maldição; ⦁ A essência da maldição na desconexão geracional

Novo Nascimento X Conversão 

⦁ Novo nascimento: Salvação gratuita. ⦁ Conversão: Processo de regeneração da alma, deixar velhos hábitos, abrir mão de coisas erradas, preço que se paga. 

"A salvação é grátis, mas tornar-se um discípulo lhe custará tudo." Precisamos nos tornar imagem e semelhança de Cristo. 

Caminhando para o final do capítulo o autor descreve três aspectos da restauração: 

1. REGENERAÇÃO: o processo de sermos gerados de novo, por um novo Espírito e novos valores. 

2. LIBERTAÇÃO: processo que se resume em um aconselhamento específico, onde se aplica de forma inteligente o conhecimento e o poder do sacríficio de Jesus Cristo. 

3. REEDUCAÇÃO: visa construir um caráter de obediência em áreas que tínhamos uma história de pecados e derrotas. 

"Precisamos aprender a reaprender e a aprender e aprender sempre." 

No capítulo 2, o autor nos apresenta meios corretos de usar o aconselhamento e trabalhar a libertação. Todos nós temos uma experiência e um caráter formado, apesar disso temos um histórico e isso pode não determinar nosso caráter totalmente, podemos ter "vestígios" que possam ser uma sujeira para ser limpada através do aconselhamento e a libertação e pode ser de uma passado familiar, geracional ou territorial, nossas bagagens histórica tem um grande poder sobre nossas vidas espirituais. Nossas histórias podem ser uma legítima carga de intercessão que não devem ser tratadas só por cima, mais sim com profundidade. Para sermos curadas de nossas feridas, precisamos passar por todos os processos da libertação. 

O aconselhamento requer tempo de qualidade, para isso, precisamos deixar que leve o tempo necessário que for permitido pela vida que está passando pela sala de cura. Não podemos influenciar, mais podemos dar direcionamento para que a pessoa enxergue o problema real. O aconselhamento é algo para ser feito com educação e cuidado para que não acabe se tornando um "show demoníaco". O aconselhamento é fundamental no processo de criar uma interação agradável com a pessoa que precisa de ajuda. Todos nós temos nossos comportamentos e dependendo dele pode-se ter um reflexo de influências espirituais que nos acompanham. O aconselhamento e a libertação andam juntos para que a restauração possa ser concluída com sucesso.

O autor nos fala também sobre aconselhamento e a lei da responsabilidade: "Não importa tanto o que fizeram conosco, o que realmente importa é o que estamos fazendo com aquilo que fizeram conosco." Uauu! Nossas experiências é para nosso crescimento e do mesmo modo que fui curada, vou usá-la para curar também. Somos agentes de cura! "Nossas escolhas constroem hábitos que definem o nosso caráter e determinam o nosso destino." O que temos escolhido para mudar nosso percurso espiritual e modo de viver? "Não existe liberdade sem responsabilidade." Quando estamos em Cristo temos a liberdade e precisamos ter a responsabilidade de passar e trabalhar corretamente o que o Senhor nos ensinou e nos deu como experiência para ajudar o próximo. A verdadeira liberdade está associada à responsabilidade.

Libertação que enfatiza a lei da herança: Neste tópico o autor citou: "Nosso maior problema em batalha espiritual não é a presença dos demônios, mas a ausência de Deus." Que forte! Precisamos chamar Deus para nossa vida para que Ele nos fortaleça sempre. Com Cristo somos mais fortes! "Os demônios desempenham uma tarefa de acordo com a natureza da brecha que foi aberta." É necessário que se fechem essas brechas para que sejamos libertas, curadas e principalmente salvas e também vivamos uma vida de liberdade com responsabilidade. O autor nos coloca princípios básicos para o processo de cura interior:

⦁ Revelação/Confrontação: Pessoas enfermas na alma precisam ser confrontadas na sua memória. ⦁ Confisão da culpa e da vergonha: Esta é a maneira bíblica de quebrar o poder de um trauma. ⦁ Perdoar incondicionalmente injustiças e rejeições sofridas. ⦁ Assumir a responsabilidade pelas escolhas erradas que foram feitas em função 3 desses traumas. ⦁ Reconciliar-se com essas pessoas que provocaram o trauma. ⦁ Confessar intercessoriamente os pecados e injustiças com os quais as pessoas nos feriram. 

Finalizando este capítulo, gostaria de destacar a frase: "A responsabilidade pessoal está acima das heranças espirituais." Não podemos fazer do pecado dos nossos pais e ante- passados uma desculpa para a nossa irresponsabilidade moral.

No capítulo 3: Situações que impedem uma libertação, tem que ser muito bem avaliadas para um processo de regeneração. Os sintomas de uma pessoa nascida de novo in-clui sensibilidade ao pecado, apetite espiritual, desejo de testemunhar a fé e é aberta à comunhão. 

Tudo tem um tempo certo para acontecer, uma libertação precoce pode causar mais mal do que bem, quando ela não é correspondida faz com que a pessoa fique pior que antes. É necessário criar uma proteção espiritual na vida da pessoa para que sirva como base para uma libertação saudável. O autor cita algumas situações que impedem uma pessoa não receber o processo de aconselhamento: 

⦁ Pessoas não crentes, ⦁ Pessoas recém-convertidas ao Evangelho, ⦁ Pessoas descomprometidas com o Evangelho, ⦁ Pessoas que não são batizadas, ⦁ Pessoasque não congregam, ⦁ Pessoas que se recusam a perdoar de coração alguém, ⦁ Pessoas amasiadas ou que namoram em julgo desigual. 

Na parte 2, o autor explica o diagrama do padrão de aconselhamento na libertação. Toda doença tem três situações básicas: SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTO. O sintoma é o mecanismo de alerta que indica a existência de alguma desordem no organismo. A causa é a disfunção em si, a verdadeira origem do problema, que precisa ser descoberta e atacada. O tratamento é o remédio, a terapia que está associada a uma solução específica que precisa ser inserido corretamente. Gostaria de finalizar com um contexto que o autor escreveu: "Purificação vai bem além de ser perdoado, significa que se esgotaram todos os recursos para que a situação fosse exposta, resolvida, tratada e consertada. Só assim o sangue de Jesus é glorificado nas nossas vidas, eliminando toda contaminação espiritual." O motivo para insistir muito no perdão é que, estando libertas da mágoa, as pessoas se tornam livres para receber a benção de Deus em suas vidas!

O capítulo 4, me chama muito a atenção para o assunto que é abordado: Sintomas de Maldição! Que Capítulo rico de ensinamentos e exemplos de uma verdadeira libertação como exemplo: o cajado e a cobra? UAUUU, nunca mais verei da mesma forma essa passagem de Moisés sendo liberto! Neste capítulo diz de início que é necessário reconhecer um sintoma real de maldição para uma libertação. Numa libertação não podemos ignorar os sintomas importantes e nem ficar procurando o que não se existe. Nunca insista em uma libertação se não houver um sintoma claro e real. Ler os sintomas é o ponto de partida para o libertador chegar às raízes verdadeiras do problema.

 Os maiores inimigos no campo de batalha espiritual são os extremos que procedem de um entendimento pequeno, o autor cita dois exemplos de extremos básicos: ESPIRITUALIZAR O NATURAL: Pessoas ainda novas na fé ou emocionalmente imaturas tendem a supervalorizar as manifestações demoníacas. NATURALIZAR O ESPIRITUAL: Decepções com o misticismo e também com a manipulação espiritual de outras pessoas podem produzir um ceticismo crônico. O autor cita vários sintomas comuns da existência de maldições: 

⦁ SINTOMA 1: Dom ministerial contaminado: Quando a pessoa está "servindo a Deus" com dons espíritas. 

⦁ SINTOMA 2: Enfermidades repetidas ou crônicas sem diagnósticos médico claro. 

⦁ SINTOMA 3: Esterilidade crônica- denuncia desordem, rebelião e morte espiritual. 

⦁ SINTOMA 4: Quadros de desintegração familiar. O inimigo se resume em desintegrar a família. 

⦁ SINTOMA 5: Insuficiência econômica contínua, principalmente quando as entradas parecem ser suficientes. 

⦁ SINTOMA 6: Situação crônica de perdas repentinas, acidentes e cirurgias frequentes. 

⦁ SINTOMA 7: Fracasso crônico associado à história de suicídios na família. 

⦁ SINTOMA 8: Ira incontida associada à história de homícidios e crimes na família. 

⦁ SINTOMA 9: Insanidade e colapsos mentais crônicos ou cíclicos. 

⦁ SINTOMA 10: Períodos da memória da infância apagados e tendência ao surto. 

⦁ SINTOMA 11: Transferência familiar de comportamentos e vícios. 

⦁ SINTOMA 12: Quadro familiar crônico de mortes prematuras, viuvez e perda 5 de filhos. 

⦁ SINTOMA 13: Cadeias pecaminosas de caráter hereditário: prostituição, divórcio, vício, roubo, filhos bastardos, etc. 

⦁ SINTOMA 14: Problemas anormais e desvios na área sexual. Dentro deste sintoma o autor aborda vários dúvidas sobre casamento e sexo na Bíblia, explicando muito bem cada tema. O autor aborda também sintomas que não se manifesta e exibem uma perseguição espiritual de caráter sexual: 

⦁ SINTOMA A: Tendência à homossexualidade. 

⦁ SINTOMA B: Desejo sexual desordenado. 

⦁ SINTOMA C: Feitiçaria sexual. 

⦁ SINTOMA D: Sexolatria, pornografia e masturbação. 

⦁ SINTOMA E: Sonhos eróticos constantes e relações sexuais espíritas. 

⦁ SINTOMA F: Pedofilia. 

⦁ SINTOMA G: Exibicionismo.

"O pecado desvestiu o homem e trouxe a vergonha. A Bíblia fala muito sobre vestes. Deus deseja lidar com as nossas vergonhas nos vestindo de justiça, alegria, santidade, louvor, etc." O Pai só quer que vistamos essas vestes! Ele nos quer com o coração puro, curado, liberto, salvo e transformado para viver uma vida sem pecado. 

No capítulo 5, passamos pelo processo do mapeamento, que é a mira do processo de aconselhamento e  libertação, através dele vamos compreender a real natureza e causa do problema. Através da confissão inteligente, a revelação de Deus se torna uma dinâmica. O Senhor está sempre falando sobre a igreja com estratégias e discernimentos novos e anigos que nos permitem estar sempre um passo à frente do inimigo. 

No mapeamento, há duas rotas muito importante: a entrevista e a pesquisa são indispensáveis na condução do processo, a investigação é importante para a libertação. Os demônios farão tudo para que revelações não venham ser identificadas. Enquanto as verdadeiras causas de maldição são ignoradas, a perseguição espiritual permanece. A segunda rota é a revelação que é dependência total de Deus. A revelação é mais importante que a informação, ela é o passo que vai além da informação e produz um entendimento completo do quadro. A revelação libera uma intervenção sobrenatural de Deus que define a questão. A revelação é fruto de disciplinarmos a nossa alma a uma dependência constante do Espírito Santo, reconhecendo que a glória é de Deus. Adoração gera revelação e revelação produz adoração. Ainda neste capítulo, passamos por princípios bíblicos importantes no processo de mapeamento, nos explica como deve ser o perfil de um mapeador que é ter:

⦁ Maturidade Sacerdotal. ⦁ Comissionamento Espiritual. ⦁ Unidade, parceria e concordância. ⦁ Respaldo e cobertura. ⦁ Prudência, perícia e destreza. ⦁ Poder de mobilidade e observação espiritual. ⦁ Identificar a natureza externa da fortaleza. ⦁ Penetrar na fortaleza. ⦁ Identificar a natureza interna da fortaleza. ⦁ Saquear a fortaleza. 

No decorrer do capítulo, contém um extenso estudo para ter um bom mapeamento para começar um grande trabalho de libertação. 

Em causas de maldição, bem encontrado no capítulo 6, o autor nos ensina longos caminhos que pode nos levar até nosso maior inimigo, que somos nós mesmos! As causas de maldição, na verdade, são humanas, o próprio Deus trata com a rebelião humana. A nossa responsabilidade não está acima da nossa filiação. O autor nos dá uma grande lista dessas respectivas causas: 1) Iniquidade dos pais: herança familiar. 2) Quebra de alianças: adultério e divórcio. 3) Idolatria. 4) Rebelião e desonra contra os pais. 5) Pecado encoberto. 6) Falta de perdão e amargura. 7) Palavras ou pragas proferidas por pais e autoridades. 8) Julgo desigual. 9) Envolvimento com o ocultismo. 10) Necromancia na linhagem. 11) Tentativas de suicídio e história de suicídios na linhagem. 12) Homicídio e história de assassinato na linhagem. 13) Aborto e história de abortos na linhagem. 14) Furtos e roubos. 15) Perversão sexual. 

No processo da crucificação (Capítulo 07), descobrimos que há uma dinâmica para uma vida comprometida com o sacrifício de Cristo. A cruz é uma fato histórico independente das nossas escolhas. Jesus morreu para nos justificar e restaurar a nossa comunhão como Pai. A crucificação é a escolha intencional de nos sujeitarmos aos princípios propostos por Jesus na sua morte.

  A cruz de Cristo é a resposta de Deus para a queda humana, enquanto a crucificação é a resposta humana que damos à resposta de Deus, validando tudo o que Jesus fez por nós. Ter o direito à salvação não significa ter a salvação. O fato de Jesus ter morrido na cruz em nosso lugar não torna todas as pessoas salvas. Existe uma distância entre ter o direito a uma vida livre e realmente experimentá-la. Esta é a mesma distância entre a cruz e a crucificação.

A cruz de Cristo só é validado quando temos a disposição voluntária de interagirmos com os princípios de vida propostos na crucificação. Precisamos ter transparência, uma vida purificada significa que a pessoa está não apenas perdoada, como também livre de toda e qualquer contaminação, saudável, sujeita à prosperidade.

 Uma pessoa pode ter sido perdoada e ainda não purificada desses mesmos pecados. Para o perdão dos pecados, basta apenas um sincero arrependimento. Para a purificação, é necessário mais que isso. O arrependimento lida com a culpa do pecado. Transparência e reconciliação dissolvem as consequências humanas e espirituais do mesmo. Emudece a voz do acusador.

Para lidar com a ignorância precisamos da revelação de Deus. Para lidar com a cegueira precisamos de amar a correção, permitindo que outros nos ajudem a enxergar o que não conseguimos perceber. Para lidar com as estruturas da vergonha, culpa e pecados ocultos precisamos do quebrantamento da confissão.

No decorrer do capítulo, o autor nos dá exemplos de princípios redentivos implícitos no sacrifício de Jesus como: 1) Humilhação: é o processo de renunciar a reputação com o objetivo de tratar os pecados, feridas, injustiças, entre outras. 2) Confissão: é o processo de expor a Deus, expondo também a outras pessoas que se fizeram necessárias no pecado, culpa de alguma maneira. 3) Arrependimento: não é a convicção de pecado. Essa convicção faz parte do processo de arrependimento, que também não é a confissão que é apenas um passo importante na direção do arrependimento. 4) Perdão: sem perdoar não podemos ser perdoados, esse é o processo de enfrentar nossas feridas e ressentimentos. Perdão é um mandamento. 5) Renúncia: é um repúdio público em relação a todos envolvimentos e comprometimentos com o reino das trevas inspirados pela autoridade do sacrifício e do nome de Jesus. 6) Restituição: é o processo de retratar, devolver e restaurar aquilo que foi danificado, retirado ou quebrado na vida de outras pessoas. 7) Reconciliação: é o processo de desfazer as barreiras pessoais, geracionais, raciais ou territoriais. 8) Disciplina e obediência: é inspirada por Deus e é restauradora. O coração da obediência é a disciplina baseada no temor de Deus. 9) Descanso: é redentivo e consolida a conquista alcançada. O descanso vem como resultado de uma rendição verdadeira e da confiança completa na graça de Deus. 10) Intercessão: é o processo sacerdotal de representar uma outra pessoa inspirado pela compaixão de Deus.

 Na intercessão possuem 4 níveis de brechas que o intercessor deve se colocar:

1) Entre Deus e a pessoa: levar Deus à pessoa e levar a pessoa até Deus. 2) Entre satanás e a pessoa: pode-se colocar entre uma pessoa e um ataque demoníaco, escudando-a. 3) Entre o pecado e a pessoa: quando alguém se identifica com uma pessoa a nível de confessar os seus pecados. 4) Entre alguma circunstância e a pessoa: Deus nos mostra algo dessa natureza é porque Ele não quer que isso venha a acontecer. 

Ainda nesse capítulo, que é muito grande e importantíssimo, o autor nos ensina mais sobre o poder da intercessão, nos dando vários tópicos explicatórios para sermos um bom intercessor para aquela vida que Deus confiar em nossas mãos para uma cura e libertação com êxito. 

No capítulo 8, temos um belo estudo sobre a cruz de Cristo. A cruz é o aspecto central de onde emanam os princípios para a redenção humana. Qualquer solução espiritual viável está de alguma forma relacionada à essência do sacrifício de Cristo: *Os pecados precisam do perdão da cruz. *As feridas precisam da restauração da cruz. *As maldições precisam da libertação da cruz. *As enfermidades precisam da cura da cruz. *As crenças irracionais precisam do conhecimento da cruz. 

A cruz não é o sofrimento ou o desconforto que outros nos causam, mas reside na responsabilidade de negarmos a nós mesmos a favor de uma vida reconciliada com a vontade de Deus. A essência da cruz não são as injustiças e dificuldades que sofremos na vida, mas, acima de tudo, como reagimos diante delas. Esse é o principal ponto para a cura e desenvolvimento da alma humana. A cruz de Cristo também traduz o único mecanismo viável de redenção e resgate. Significa tudo aquilo que Deus legalmente providenciou para quitar todo crédito de injustiças e iniquidades que avalizam as sansões demoníacas que aprisionam o ser humano. 

A salvação deve atender a todas as necessidades do homem caído. O plano de salvação que Deus preparou com sua infinita sabedoria tem o objetivo de atender a todas as necessidades de nosso ser.

 A cruz é o plano perfeito de Deus, a única forma de Deus redimir o homem sem deixar de cumprir sua própria lei, através da cruz, Jesus se tornou o justo e justificador de todo aquele que Nele crê. Só a cruz estabelece uma salvação consistente com a lei e o caráter de Deus.

A salvação deve desfazer todas as consequências e restaurar ao homem todos os privilégios que ele perdeu.

Os três aspectos da cruz: 

1) Jesus como nosso substituto: Ele assumiu intercessoriamente toda nossa condenação, justificando os nossos pecados e também nos abençoando com toda sorte de bênçãos nas regiões celestiais. O mandamento de Deus para sermos perdoados e justificados em Cristo é arrepender e crer. Para recebermos a vida eterna, temos que receber a Cristo como Senhor e Salvador. O segundo aspecto da cruz diz respeito a essa atitude de pecado, onde nos encontramos reféns dos nossos desejos e sentimentos desgovernados. 

2) Jesus como o nosso representante: tudo o que aconteceu com Jesus também precisa acontecer conosco. Precisamos nos identificar com Jesus, na sua crucificação, na sua morte, na sua ressurreição e na sua glorificação. Esta é uma perspectiva mais profunda da cruz, não foram somente os nossos pecados que Jesus levou à cruz; ele também nos levou, o pecador junto com o pecador, levou nossa pecaminosidade ou a tendência crônica de agradar ao nosso ego e satisfazer os nossos desejos. Esse aspecto da cruz nos ensina a morrer para aquilo que nos escraviza. Precisamos fazer essa entrega total a Deus; uma entrega tão completa e incondicional, que a única palavra que a defina seja a morte do eu, morte do princípio de seguirmos nosso próprio caminho. 

3) Jesus como nosso estilo de vida: é aquele em que Cristo é crucificado em nós todos os dias. O Cristo crucificado deve ter seguidores crucificados. As cinco características que descrevem uma grande experiência são: sacrifício, quebrantamento, disciplina, intercessão e um espírito de perdão. Deus só tem um destino: a cruz e o sepulcro. 

A cruz continuará a ser aplicada à nossa vida durante toda nossa existência. E somente o Espírito Santo pode fazer isso, ninguém mais. Ele cortará de nós coisas que talvez não sejam pecaminosas, mas que precisam ser removidas para que possamos crescer. Ele aplicará a cruz à nossa vida, tornando-a prática e pessoal para nós. 

A cruz e o ministério da salvação estão sempre juntas e o sangue de Jesus é a arma mais adequada e que deve ser usada antes do nome de Jesus. O poder do sangue de Jesus depende do nosso relacionamento com os princípios pertinentes à cruz de Cristo. 

Há um grande engano quando a pessoa acredita na promessa sem estar comprometido com Deus, isso se baseia em pregações e orações que oferecem de formas erradas soluções e benefícios que ignoram o que está na Bíblia. O Espírito Santo só penetra nas nossas vidas até a mesma profundidade que a cruz chegou. Libertação não é o resultado de uma oração mágica e rápida, existe o processo, não se deve expulsar os demônios de uma pessoa, sem identificar e tratar as respectivas causa dessa exploração. 

O reino de Deus não tolera tipos de facilidade e ociosidade da alma. Muitas vezes será necessário resistir, lutar, esforçar-se, renunciar, perseverar, humilhar-se, confessar e até mesmo se expor. Há um preço de cruz no qual o maior inimigo a ser vencido somos nós mesmos. Há um grande perigo da libertação sem sangue, muitos estão tentando agarrar o foco de luz, ao invés de desligar a lanterna. Libertação lida com lanterna, e não com a imagem projetada. Pela luz, podemos encontrar a lanterna e simplesmente desligá-la. Maldições e demônios nunca se instalam sem um "lugar de pouso", sempre existe uma razão. Uma libertação genuína consiste em destruir o lugar de pouso. Os demônios não voltam mais porque perderam o lugar. A verdadeira libertação é sempre inspirada pelo temor de Deus que glorifica a cruz de Cristo

Capítulo 09, nos ensina o processo de avaliação, após crucificar as supostas causas de maldição que foram diagnosticadas no processo de libertação, precisamos avaliar os resultados obtidos em relação aos sintomas iniciais apresentados. 

A avaliação é o processo de comparar e conferir os sintomas apresentados antes e depois de uma libertação com a finalidade de aperfeiçoar o resultado. Uma libertação só pode ser considerada bem-sucedida quando os sintomas iniciais que qualificavam o quadro de maldição são eliminados ou amenizados, pois há algumas pessoas que não são libertas, por isso descobriremos, aonde estão essas brechas. 

1) Falta com a verdade: mentiras abertas e verdades escondidas - a libertação está plenamente ligada à nossa lealdade com a verdade. A pessoa pode passar por dezenas de libertações com os melhores conselheiros e libertadores, porém, enquanto não disser toda a verdade que precisa ser dita jamais será livre. 

2) Falta de arrependimento: depois da confissão, o passo fundamental é o arrependimento, ou seja, após confessarmos precisamos deixar o pecado. Quando resolvemos deixar a prática do pecado, tocamos a misericórdia de Deus. Não podemos desfrutar de uma verdadeira liberdade espiritual sem abandonar as práticas que sustentam a maldição. A benção de Deus está vinculada aos seus mandamentos. 

3) Falta de reação: indolência espiritual - toda pessoa que se submete a uma libertação precisa entender que está numa luta, e que essa luta pode ser intensa. Há dois motivos principais pelos quais um processo de libertação se prolonga: ⦁ Portas de carnalidade, a pessoa está na prática vigente, e até mesmo compulsiva, de algum pecado, que normalmente está sendo ocultado. ⦁ Portas de passividade, a pessoa não reage. Tem vontade fraca, subserviente aos sentimentos, e a mente susceptível à intimidação e autocondenação. Não toma a posição que deveria tomar em Cristo. 

4) Motivos errados ou fúteis - Deus tem prazer quando recorremos a Ele buscando a sua ajuda e restauração; mas se existe algo que Deus leva em conta são as nossas motivações. O nosso maior problema não está na falta de libertação, mas exatamente nessas motivações fúteis, desviadas do propósito divino. Deus oferece liberdade para aqueles que irão promover o Seu propósito.  

5) Pessoas centradas em si mesmas - algumas pessoas sempre se sentem ignoradas e não importantes. Elas querem estar no centro, mas a vida de alguma forma sempre as coloca em escanteio. Elas sentem que ninguém se importa com elas. 

6) Fracasso em romper com o ocultismo - nem sempre é uma coisa simples alguém que foi envolvido com ocultismo romper com isso completamente. O ocultismo também vicia a pessoa no poder. Muitos sutilmente são encantados pelo sobrenatural e acabam abrindo uma fenda para o inimigo agir. A fascinação pela espiritualidade pode sustentar a exploração demoníaca na vida da pessoa, comprometendo a sua libertação. 

7) Fracasso em romper com relacionamentos manipuladores e egoístas - a principal característica de um relacionamento doentio nesse sentido é a dependência emocional, onde a pessoa permanece vulnerável a aceitar uma situação abusiva ou imoral, a sua completa libertação não virá até que se desprenda do controle e da manipulação que a pessoa esteja exercendo sobre sua vida. 

8) Falta de desprender totalmente da maldição - lidar com a maldição envolve um bom discernimento espiritual da nossa história, das nossas semeaduras e também um estilo de vida de intercessão, principalmente em relação aos nossos familiares, cobertura ministerial, governamental que persistem em uma condição pecaminosa. Muitos casos de libertação pessoal estão ligados com a história familiar. Será necessária uma postura vigilante de avaliar os sintomas de maldição que persistem. 

9) Quando o problema é de origem natural ou orgânica - a origem está ancorada em uma desordem espiritual; mas existem situações em que a questão é totalmente fisiológica e se a pessoa não buscar ajuda e tratamento adequado, não há libertação que chegue. Deus pode curar qualquer tipo de doença orgânica, e por isso não custa nada orar nessa direção. 

10) Quando a questão não é libertação, mas reeducação - a libertação solta a pessoa, mas não desenvolve o que ficou atrofiado. Para isso é necessária a reeducação, seja a nível de identidade, sexualidade, caráter, vontade, gerenciamento financeiro, etc. É necessário entender que todo processo de libertação precisa ser mantido e correspondido com uma atitude de reeducação, o que infalivelmente produz caráter e sustentabilidade. 

SOZO 

Para aprofundar mais o estudo de Libertação fiz a leitura do livro: "SOZO - Salvos, curados e libertos" da autora Dawna de Silva e Teresa Liebscher e em seu prefácio o autor Danny Silk liberou chaves fortíssimas como: 

⦁ "O Evangelho de Jesus Cristo não se limita a salvar do inferno. Ele tem como objetivo trazer liberdade, poder e amor em nossas vidas aqui na terra.". ⦁ "Entenda que o objetivo do SOZO é aumentar sua capacidade de ouvir a voz de Deus e ti apresentar à verdade sobre quem Ele é, quem você é e como você pode viver vitoriosamente em sua vida, família e destino." ⦁ "A autoridade espiritual vem através do alinhamento da verdade do céu contra mentiras deste mundo. Ajustes poderosos, abundância e liberdade vem desse processo simples, mais eficaz." 

Cristo quer nos ver livres, curados e principalmente salvos! O espírito do mal não tem autoridade em nossas vidas se assim decidirmos viver alinhadas com a verdade do Pai, precisamos romper os obstáculos que bloqueiam o dom de Deus em nossa vida abundante e a remover as mentiras para que a verdade seja refletida. 

No texto introdutório que apresenta o assunto SOZO, nos fala sobre seu significado e origem. A palavra SOZO que é encontrada mais de cem vezes no Novo Testamento e seu significado é: fazer o bem, curar, restaurar a saúde, manter são e salvo, livrar das penalidades de julgamento e livrar dos males que dificultam a recepção do livramento demoníaco. 

Quando as pessoas são mantidas cativas a uma mentira ou fortaleza, podem surgir danos à saúde física, emocional e espiritual. Para viver na liberdade demonstrada por Cristo, os indivíduos precisam retirar da raíz as mentiras ou apegos demoníacos e substituí-los pela verdade de Deus. 


Parabéns Daniele...!!


quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Resenha do Livro - A Arte Perdida de fazer Discipulos

 Mais uma resenha feita para a Escola de Mestres da Escola CECRIN


Livro: A arte perdida de fazer Discipulos 

Autor da obra: LeRoy Eims 

Editora: Editora Atos Segunda 

Edição – Setembro de 2002 


No Capítulo 1 precisamos estar cientes de que se não treinarmos obreiros, se não fizermos discípulos, para receber e cuidar de pessoas, muitos membros não serão ajudados nos primeiros estágios do crescimento cristão. O autor fala de pessoas dedicadas, maduras e qualificadas espiritualmente que podem ajudar a resolver alguns dos problemas 'espirituais' que surgem todos os dias na igreja. Pessoas que saibam levar alguém a Cristo, guiando-o passo a passo desde a conversão até a maturidade em Cristo; levando o convertido a uma vida de dedicação, compromisso, frutificação; a um discipulado maduro, e que, por sua vez, repita o mesmo processo com outras pessoas. 

No Capítulo 2 nos mostra sobre o ministério de Jesus que era repleto de milagres, de multidões, de longas horas ensinando o povo, cansaço, conflitos espirituais, de leprosos e cegos que queriam ser curados; de fariseus que tentavam incriminá-lo; de pecadores de ambos os sexos que o amavam, alguns cuidavam de suas necessidades, outros molhavam seus pés com lágrimas, de multidões entusiasmadas que o seguiam; e mais tarde, de uma multidão exigiu sua morte. Uma vida cheia de emoções, oposição e atividade. Também nos mostra que ele tocou milhares de pessoas, mas treinou apenas doze homens. Ele se entregou na cruz em favor de milhões de pessoas, no entanto, durante os três anos e meio de seu ministério, entregou-se totalmente em favor de doze homens. 

No capitulo 4 tem uma frase que falou profundamente comigo e preciso registrá-la aqui, “O povo de Deus não um é balde onde as riquezas de Cristo são depositadas, mas canal de bênçãos, para levar Cristo às nações”. O disicipulado deve atender às necessidades dos não convertidos, dos novos crentes, dos crentes mornos e dos mais comprometidos, para isso precisamos ser motivadas em duas direções, 2 interna que é aquela que leva as pessoas a se comprometerem com o Senhor Jesus Cristo e externa que é aquela que as leva a testemunhar por Jesus Cristo. 

Petrópolis, 12 de Maio de 2022.


Bjkssss... Graça e Paz!!!!

Resenha do Livro: Debaixo de suas Asas

Resenha que fiz para a Escola de Mestres da CECRIN Escola


Livro: Debaixo das suas asas 

Autor da obra: John Bevere 

Editora: Editora Luz as Nações 

Primeira Edição – Outubro de 2016. 


John Bevere no Capitulo 11 nos dá a seguinte frase: “Quando não somos submissos a autoridades delegadas, nós resistimos à autoridade de Deus porque essas pessoas foram nomeadas por Ele!” (Bevere, John. Debaixo das Suas Asas: A Promessa de Proteção Debaixo de Sua Autoridade (Locais do Kindle 2292-2293). EDILAN. Edição do Kindle.), neste trecho do livro ele cita uma experiência espiritual e pessoal que ele teve em um ministério, onde ele percebeu que não estava disposto a obedecer, apenas obedecia. Em Isaias 1:19-20 temos a seguinte orientação: ‘Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra; mas, se resistirem e se rebelarem, serão devorados pela espada”. A Palavra é clara quando diz “disposto”, a disposição de obedecer deverá vir antes da obediência para se ter o melhor desta terra. Uma obediência questionadora ou murmurante não levará a pessoa a lugar algum e pode até minar o ministério, fazendo perder a paixão pelo que faz. 

Obediência é ação, submissão é atitude, Deus as vê nitidamente pois ação é o fazer e atitude está no coração. É necessário disposição para uma atitude, submissão, gerar ações de obediência que trarão crescimento. 

No Capitulo 13, lemos: “Por outro lado, nosso julgamento será relativo à nossa submissão, pois autoridade é estabelecida por Deus. Resistir à autoridade delegada por Deus é resistir à autoridade de Deus. Nós não devemos tomar sobre nós a pressão de discernir de antemão se líderes estão certos ou não. Nem mesmo devemos julgar posteriormente. Este não é nosso fardo, mas sim, o de Deus. Somente Ele conhece e pode mudar o coração como Ele bem o quiser.” (Bevere, John. Debaixo das Suas Asas: A Promessa de Proteção Debaixo de Sua Autoridade (Locais do Kindle 2528-2532). EDILAN. Edição do Kindle.) As igrejas hoje estão tendo problemas com algumas vidas que se auto apascentam ou que querem manipular o pastoreamento para que sua vontade seja respeitada ou realizada. Debatem decisões de lideres e formam logo um grupo de concordantes, sem o discernimento de que, quem cobra ou faz juízo a uma liderança, é Deus. Se lideres estão certos ou errados, cabe a Deus julgá-los. O líder sendo santo ou duro de coração, mesmo assim o coração dele estará nas mãos de Deus e mais ninguém. Quando existe a submissão a um líder, existe a submissão a Deus, pois toda autoridade é constituída, levantada com a permissão dEle. 

No capitulo 14, o autor já inicia com a seguinte afirmação: “Um pré-requisito para intimidade com o Senhor é um coração quebrantado. Embora o processo não seja confortável, experimentar a proximidade de Sua presença supera quaisquer dificuldades enfrentados no caminho.” (Bevere, John. Debaixo das Suas Asas: A Promessa de Proteção Debaixo de Sua Autoridade (Locais do Kindle 2742-2744). EDILAN. Edição do Kindle.) Quebrantamento é um processo individual, às vezes demorado, às vezes dolorido, quando se vence uma etapa se depara com outra e a cada nível espiritual que se atingi, é necessário enfrentar outra rodada de quebrantamento. A cada serviço que se executa na igreja, existe o aperfeiçoamento e a pessoa é levada há um novo processo de quebrantamento. Esse processo de quebrantamento lida com a resposta à autoridade e Maxwell nos dá a seguinte passagem bíblica – “Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; ... Escravos, sujeitem-se a seus senhores com todo o respeito, não apenas aos bons e amáveis, mas também aos maus.” 1 Pedro 2:13,18 – Existem, como em qualquer setor da sociedade, lideres bons e amáveis, outros nem tanto, enfim, a realidade é que Deus nos ordena a ser submissos a todos. Quando a palavra acima se refere a “maus” quer dizer: corrupto, perverso, malvado, injusto, prepotente e tirano. Por mais que haja um tratamento errado vindo de uma autoridade sobre nós, precisamos não revidar e sim lidar corretamente com a situação, pois Deus nos molda através desse tipo tratamento, segundo o autor, de três maneiras: 

“Primeiro, deixa lugar para o julgamento justo de Deus. 

Segundo, isso desenvolve em nós o caráter de Cristo. 

Terceiro, nossa submissão a este tratamento glorifica a Deus.” (Bevere, John. Debaixo das Suas Asas: A Promessa de Proteção Debaixo de Sua Autoridade (Locais do Kindle 2793-2795). EDILAN. Edição do Kindle.) Deus irá responder a essas situações e não a pessoa, uma pessoa que se justifica, não tem a humildade de Cristo. 

Não existe na terra alguém que tenha a autoridade de Jesus e ele nos ensinou não se defendendo em seu julgamento perante as autoridades, para poder permanecer sobre o julgamento de Deus, seu Pai, e sob sua proteção. Quando a pessoa não reage a uma autoridade ela se mantem debaixo das mãos protetivas e do julgamento de Deus. Ao contrario disso, quem se defende entra debaixo do julgamento de seus acusadores e com isso perde a intervenção divina, lembrando sempre que Deus é justo e sua justiça é boa, perfeita e agradável. 

Petrópolis, 19 de Abril de 2022


Espero que lhe edifique e esta breve leitura lhe incentive a ler o livro todo, pois é, maravilhoso!

Bjksss... Graça e Paz!!

terça-feira, 6 de setembro de 2022

O Pecado de não fazer NADA!!!! - SOZO

 Olá... mais uma palavra que usei em um culto Sozo pra que você possa ler, se edificar ou usar como base.

Numeros 32:23 - E se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor; e sabei que o vosso pecado vos há de achar.

De acordo com o texto, os israelitas tinham conquistado a região de Ogue, rei de Basã, e Seom, rei dos amorreus. E as tribos de Ruben e Gade, tendo grande quantidade de gado, pensaram que uma região tão rica em pasto seria perfeita para eles e seus rebanhos, então, eles pediram a Moisés aquela região pra eles, mas Moisés contestou.

Será que se eles pensaram em ficar parados e aproveitar aquela região e deixar que as outras tribos atravessassem o Jordão e lutasse pelas suas terras sem eles?

Se sim, isso era uma ideia muito ruim, porque eles eram egoístas em buscar seu próprio conforto, iriam desencorajar o povo de Deus e isso traria todo tipo de dano, então, Moisés propôs a eles que se quisessem conquistar aquela região só pra eles, deveriam ao menos atravessar o rio com seus irmãos e lutar até que a terra do outro lado do Jordão fosse liberta de seus  habitantes e todo o Israel pudesse ter o território inteiro e cada tribo pudesse possuir sua porção e ele apresenta isso como uma questão de honra e retidão, que eles fossem ajudar na conquista da terra.

* Por que eles queriam receber sua parte sem lutar e deixar as outras tribos sofrerem o perigo da guerra?

A ordem de Deus era todos eles irem expulsar os cananeus. Como eles poderiam negligenciar essa ordem?

Eles teriam que ir para a guerra e com essa condição poderiam ter as campinas de Basã, mas não de outra forma, isto era justo, eles aceitaram a proposta e Moisés, para selar o acordo, disse as palavras do texto, que se eles não guardassem sua promessa e dessem tudo para ajudar seus irmãos, eles teriam pecado contra Deus e deveriam ter certeza de que esse pecado iria achá-los.

Moisés foi muito sabio, porque o pedido poderia dividir a nação. É bom ter um líder sábio mas qual era este pecado? Qual seria a consequência desse pecado?

Não é sobre algo que os homens fazem, mas é sobre algo que os homens deixam de fazer. A iniquidade de “fazer nada” é um pecado não tão falado quanto deveria ser. O pecado da omissão está nessa advertência – “Porém, se não fizerdes assim...”.

Não é como o pecado dos egípcios e filisteus, mas o pecado da nação escolhida por Deus e, esse texto é para gente, cristãos e membros de igreja,  “sabei que o vosso pecado vos há de achar”.

 ·        Então qual é este pecado?

1º o pecado “fazer nada” ou comodismo - Na cabeça deles passou o seguinte....“Nós temos gado: aqui está uma terra que possui pasto; deixe-nos tê-la para nosso gado e nós construiremos apriscos para nossas ovelhas com as abundantes pedras que existem aqui, e nós iremos reconstruir essas cidades dos amorreus, e iremos habitá-las. Elas estão quase prontas para nós, e lá nossos pequenos devem habitar confortavelmente. Nós não nos importamos com batalhas: já vimos o bastante disto nas guerras contra Seom e Ogue. Ruben prefere permanecer nos currais. Gade tem mais deleite nas ovelhas e cordeiros do que ir adiante para batalhar”.

Alguns de nós também somos indispostos para os esforços e apaixonados pela facilidade..... “Graças a Deus estamos salvos, passamos da morte para a vida, fomos lavados no sangue de Jesus, estamos seguros”, estamos...Salvo, sentado e satisfeito

Nossa carne quer facilidades ...sombra e agua fresca.

Comodismo espiritual ou carnal é um mal monstruoso, mesmo assim o vemos por todo lugar, ganhar almas está em segundo plano, quantas pessoas a nossa volta ainda não conhecem Jesus.

Venha a nós o teu reino e no reino de Deus não é compatível, se entregar e se sentir satisfeito de não fazer nada! O Espirito Santo se move em cada um de nós e alguns não trabalham nem para viver nem por viver, nos campos do Senhor eles não aram nem colhem, por isso a ceara é grande e os trabalhadores são poucos. Este é o pecado indicado pelo texto – “Se vocês não forem adiante às batalhas do Senhor, e contender pelo Senhor Deus e por Seu povo, você peca contra o Senhor: e saiba que o seu pecado os achará”.

O pecado de não fazer nada envolve a maioria dos outros! O pecado de “fazer nada” é uma autoidolatria, pra mim está bom !

2ª egoísmo e falta de empatia - Gade e Ruben pediram para adiantar sua herança para ficarem confortáveis em Basã. E as outras tribos? Eles não se importavam, é evidente que Basã é adequado para eles com sua multidão de gado, sim.

Cada um de nós ou somos exemplo para um irmão, ou somos destruidores dele! Assassinato de almas pode ser realizado sem nenhum ato ou vontade,  e é constantemente realizado por negligência! Quantas pessoas conhecemos que ainda não conhecem a Jesus e temos acesso a elas através de nosso testemunho comportamental

* Será que essa palavra recai sobre nós hoje, será q estamos sendo inconscientemente egoístas e nos fechamos dentro de igreja como nos fechamos em clubes ou na pior das hipóteses,  em panelinhas? 

* E quem está ao nosso redor, tem visto Cristo em nós?

3º  ingratidão - eles iriam se apropriar das terras pelas quais os israelitas tinham lutado, e, agora, esses homens queriam tomar posse daquilo pelo que os outros também tinham batalhado, isto é ingratidão e temo que seja muito comum nos dia de hoje.

Como nos convertemos a Cristo? Alguém foi usado pelo Espirito Santo pra que a gente chegasse até aqui, os apóstolos cumpriram o IDE de forma dolorosa  para que pudessem manter a Palavra de Deus viva.

Alguns de nós viemos a Cristo através de homens que pregaram pelas estradas e esquinas pra que o evangelho chegasse a nos hoje, ou através de orações de pessoas que choraram por uma geração vindoura, ou através do fiel ministério de algum pregador, ou por ensinamentos ou testemunho de alguem. Deus é nosso Pai, e a Igreja nossa mãe é através de suas variadas ações que nascemos para Deus. Será que reconhecemos todo esse caminho e não somos gratos? Será que recebemos tudo e então não damos nada em gratidão, isto é, desperdiçamos nossas vidas por muito receber e pouco distribuir? Isso não é vida, mas morte!

Será que não estamos repartindo o pão da vida com o faminto, ou entregando um copo de água viva para o sedento?

Será que estamos sendo um reservatório estagnado de bençãos, no qual correntes de misericórdia nunca saem de nós, porque a gente só absorve?

Estamos simbolizando o Mar Morto, uma piscina de agua salgada, matando o que está em volta, ou somos uma corrente de agua da vida, recebendo de Deus e devolvendo em fruto pro reino dele, seja tempo, disponibilidade, talento, oração ou alguma outra coisa!

O texto, quando interpretado espiritualmente, diz a respeito de nosso serviço pessoal na conquista do mundo pra Cristo.

4ª falsidade - Essas pessoas se comprometeram que iriam adiante com as outras tribos e que eles não iriam retornar para suas casas até que toda a campanha estivesse terminada. Agora, se eles não fossem para a guerra e não lutassem até o fim, então eles teriam mentido! É miserável para alguém ser um quebrador de promessas. É miserável para qualquer um mentir, não somente para pessoas, mas principalmente para Deus!

* Logo, se a gente só vive para ganhar dinheiro, e não faz nada para a Igreja de Deus e para vidas, não é o nosso batismo uma mentira?

Não podemos ser enganadores, falsos cristãos e nem um mero obstáculo, que é aquele que não contribui, nem ora, nem trabalha, nem clama por almas, nem tem parte nenhuma no serviço cristão – e mesmo assim,  participa de todos os privilégios da Igreja!

* Qual é a nossa função como filhos e participantes da mesa?

Será que a vida cristã é resumida em sentar na igreja, ouvir e algumas vezes dormir durante a palavra.

* Que tipo de união com a Igreja é essa?

* Aproveitar o reino sem esforço para propagar a salvação em Cristo, isso é cumprir o IDE?

Se eu tenho um talento e não uso para Deus, ou dinheiro e não sou fiel e grato, ou tempo e não uso para propósitos santos, meu pecado de inercia me achará. Talento enterrado, enferrujará.

* Declaramos louvores pra Deus ou só cantarolamos?

Moisés viu que o pedido deles seria um grande prejuízo aos outros. “Porém, Moisés disse aos filhos de Gade e aos filhos de Ruben: Irão vossos irmãos à guerra, e ficareis vós aqui?”.

Que exemplo eles dariam? Pra gente está bom vocês que lutem! Se uma vida que se diz “crente em casa” tem direito de nunca ir a uma Igreja, então todos os outros cristãos estariam certos em fazer o mesmo – e então não existiria Igreja de Cristo visível?

Um ocioso é um grande desperdiçador e faz com que os outros se desperdicem

É uma pena que alguns de nós congelem outros. As vezes você pode pensar....“ não tenho tanta influência assim na igreja ou na vida das pessoas”. Nem influência sobre sua familia?

Sua influência pode se espalhar além do que você imagina. Nós não podemos calcular o alcance de nossa influência moral – é imensurável! Quer façamos ou não, o que fazemos ou deixamos de fazer terá influência sobre todos que nos rodeiam – talvez para toda a eternidade.

Que tipo de exemplo nós damos hoje? Se alguém tivesse que nos emitar estaria fazendo o que nos últimos 7 dias?

Moisés continua e declara que se essas pessoas não fossem para a guerra, eles desencorajariam todo o resto. “Por que, pois, desanimais o coração dos filhos de Israel, para que não passem à terra que o SENHOR lhes deu?”.

* O pecado de desencorajar o zelo pelo reino e a perseverança em outros é algo muito sério, já tem quem faça porque eu vou fazer ou ninguém faz porque eu vou fazer?

Quantas vezes uma conversa já desanimou você?

Não deixe que seja assim. Mesmo sem palavras frias, nossa negligência se torna congelante; se não estamos servindo o Senhor nosso Deus, estamos cometendo o pecado de desencorajar nossos companheiros. É mais provável que eles imitem nossa letargia do que nossa energia, infelizmente, aprender o errado é mais fácil do que o certo!

* QUAL ERA O PRINCIPAL PECADO NESTE PECADO?

Recusar a ajudar aos seus irmãos seria desobediência ao Senhor! Não foi Ele que mandou todo Israel expulsar os cananeus? É desobediência contra o Senhor não estar pregando Sua Verdade se nós somos capazes disso. Não falou o nosso Senhor “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”? Esse comando não foi restrito para aquela dúzia ou alguns, mas é para todo o Seu povo, desde que tenham a oportunidade e habilidade. Nós que ouvimos o Evangelho podemos proclamá-lo, pois está escrito “Aquele que ouve, diga: Vem!”. O ouvinte do Evangelho se torna multiplicador dele! Nós somos chamados para, desde que conheçamos o Senhor, a falar para os outros o que o Senhor nos disse – e se não o fizermos – nós somos culpados de desobediência contra uma ordem evangelística.

Nós somos culpados de ingratidão, ao devermos tanto a outros homens, ainda não buscamos abençoar a humanidade. Mas principalmente devemos tudo a Graça de Deus e, se Deus nos deu Graça nos nossos corações e nos salvou com o precioso sangue do Unigênito, como podemos nós sentar parados e permitir que os outros pereçam?

Assim como nós valorizamos salvação, nos alegramos de estar no Reino de Deus, então, vamos permitir que o espirito santo seja visto e fale através de nós.

Seria um pecado contra Deus a conduta deles não ajudarem na conquista de Canaã, pois eles estariam dividindo Israel, eles saíram do Egito juntos; todos marcharam através do deserto juntos e agora Ele quer que eles lutem Suas batalhas juntos. Seria certo eles pegarem sua herança e viver entre currais de ovelhas e deixar as outras dez tribos e meia enfrentar a guerra sozinha? Isso seria uma divisão na família de Deus!

Será que alguns de nós estamos dividindo a Igreja de Deus, ou seja, entre quem faz e quem não faz? Pensem nisso. Não sejamos semeadores de divisão!

Se você não está servindo ao Senhor, você está pecando contra seu Pai que o chamou para fazer o bem e ser imitador Dele como filhos, peca contra o Filho de Deus que o comprou por alto preço para que você fosse zeloso por Sua Glória, peca contra o Espírito Santo de quem os impulsos não são o dormir e a ociosidade, mas ser vivificadores da palavra. Que nós não pequemos mais contra o Senhor ao recusar fazer Sua vontade!

* QUAL É O RESULTADO DESSE PECADO DE NÃO FAZER NADA?

Eles iriam acordar e dizer “Estávamos errados. Nós tínhamos que ter feito nossa parte naquela guerra” – ficariam atormentados, pois haviam falhado com o seu dever na hora da necessidade, se sentiriam inquietos, se culpariam “Errei, deveria ter ido com Josué atrás daqueles cananeus. Eu recebi minha porção de terra e devia, ter ido ajudar os outros a ganharem suas porções”.

Jesus diz “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim” – servir é uma forma de aprendermos de Cristo. O único caminho para aprender a nadar e entrando na água. A melhor forma de aprender é o exercício de ensinar.

O pecado deles os encontraria, tendo eles caído nele, eles seriam divididos das outras tribos de Israel. Se eles não tivessem cruzado o Jordão para lutar, as dez tribos e meia poderiam dizer “O que temos com vocês? O Jordão corre entre nós e não queremos nenhuma conexão com aqueles que nos viraram as costas na nossa hora de necessidade”.

Pessoas ativas são felizes, a mão dos ativos faz riqueza em um sentido espiritual. Existe aquele que retém mais do que é justo e isso tende à pobreza – e estou certo de que isso também é em um sentido espiritual.

Nós precisamos viver testemunhando Cristo em nós para pôr abaixo a intemperança e aquele que não faz assim pode ter certeza que seu pecado o achará!

É melhor que essa advertência nos ache do que o nosso pecado nos encontre! Se a gente ficar doente, nossa fé em Cristo nos trará enorme conforto, e nós não precisaremos falar  “Ó, se tivesse servido o Senhor quando eu era jovem!”.

Deus o ajude a fugir do pecado de não fazer nada! Que o próprio Senhor Jesus Cristo o desperte pra sua convergência em, seu reino


Palavra baseada no Sermão C.H. Spurgeon (05/08/1886) - No Tabernáculo Metropolitano, em Newington.

Tema: O Grande Pecado de Não Fazer Nada 

Bjksss...Graça e Paz!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

A dor causada por 3 amigos - SOZO

 Olá gente....

Vou deixar mais uma palavra redigida do culto Sozo pra vocês usarem...


Algum amigo seu já te feriu, te traiu, te decepcionou e você ficou perguntando se você merecia isso?

Algum amigo seu que já sentou a mesa pra comer com você já te passou a perna ou puxou teu tapete ou pelo menos tentou e você ficou sabendo?

Ou te virou as costas no momento em que você mais precisava?

Ou já tentou tirar vantagem em cima de você?

Se sim.. Bem vindo ao clube....

Com Jesus não foi diferente, já pensaram nisso?

Hoje queria conversar e analisar com vocês essas dores que ele vivenciou no Getsêmani até o Golgota....neste intervalo curto aconteceram 4 situações: ......

1º - a dor causada pelos 3 amigos; 

2º - a traição de Judas; 

3º - o abandono pelos 11 

4º - a negação de Pedro

 * Antes da cruz, Sabe de onde partiu o primeiro sofrimento que ele experimentou?

Dos seus três amigos, os mais chegados...Pedro, Tiago e João......

A dor mais aguda que a gente pode sentir na alma é a causada pelas pessoas que mais amamos, mesmo porque são nessas que confiamos e contamos. Concordam?

Mateus nos mostra um pedido de Jesus aos 3 ...

Mateus 26:38-45 - Então lhes disse: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo.” E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: “Então nem uma hora pudeste velar comigo?Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”

E, indo segunda vez, orou, dizendo: “Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.”

E, voltando, achou-os outra vez adormecidos; porque os seus olhos estavam pesados. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Então chegou junto dos seus discípulos, e disse-lhes: “Dormi agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores”.

Jesus só queria companhia, estava triste ..... A minha alma está cheia de tristeza até a morte; fica aqui, e velai comigo

O estresse daquele momento era grande, porque Jesus era muito autentico em tudo que fazia e sentia, e seu rosto angustiado deixou os 3 tensos, estressados o que fez com que eles acabassem dormindo.

O stress, tristeza, ansiedade, trabalho intelectual intenso rouba energia do córtex cerebral e o resultado disso é um cansaço físico exagerado e inexplicável, por isso algumas pessoas reclamam que estão sempre cansadas e não sabem o motivo, mas estão sem energia, então vem a sonolência, que é um recurso de defesa cerebral, porque dormindo repomos a energia.

Foi um médico que explicou isso e deixou registrado na bíblia pra gente, o Lucas22:45 - E, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza, o sono não era natural, mas decorrente da situação que estavam vivendo por não aceitarem a separação.

Pedro, Tiago e João eram homens fortes, pescadores, passavam a noite no mar, mas Jesus cruzou com a história deles e os fez enxergar a vida de outro jeito.

Jesus havia ensinado tantas coisas e falado sobre um reino onde não  haveria morte, angustia e dor, mas naquele momento disse que sua alma estava angustiada....

Depois se afastou e foi orar, ficar sozinho, pra pensar e refletir, pra se preparar. A bíblia diz que ele fez a primeira hora de oração e veio ver os 3 e os achou dormindo, imagina a frustração dele, mas mesmo com isso não reagiu mau ou foi intolerante...ele os acordou de boa ..... nós ficaríamos decepcionados mas ele se manteve amável.

Nós somos intolerantes quando as pessoas nos frustram:

- não toleramos erros,

- não aceitamos as dificuldades dos outros

- não temos paciência pra ensinar.. mas queremos que tenham paciência com a gente quando queremos aprender

- rejeitamos, muitas vezes quem é mais lento em aprender determinadas lições, a gente quer ver mudança nos outros de um dia pro outro...

- esgotamos nossa paciência quando o comportamento das pessoas não é do jeito que a gente quer

- rejeitamos as pessoas que não correspondem às nossas expectativas

- achamos que os outros tem obrigação de fazer e ser aquilo que a gente quer....

- a gente é cheio de MIMIMI com os outros...mas quando somos confrontados fazemos biquinho e encavernamos, somos mestres em apontar mas falhos na autocorreção

Mas Jesus nunca desanima dos seus amados, a prova maior disso é a gente aqui agora, ainda que a gente o decepcione .... ele sempre tem jeito pra gente, é só a gente querer... espero que você decida querer esta noite.

Decisão é maturidade!!!!

A maturidade de uma pessoa não é medida pela cultura e eloqüência com que ela se expressa, mas pela tolerância à frustração e contrariedade;

pela boa formação moral;

pela habilidade no trato com as outras pessoas;

pelo humor razoavelmente estável;

pelo controle racional sobre as emoções;

ela aprende com os erros e sabe lidar com as incertezas da vida,

ela tem a capacidade de estimular as pessoas a tirarem aprendizado dos seus proprios erros. Maturidade

Jesus, não pediu muito, só queria que eles ficassem juntos dele, no momento em que mais precisava, e eles estavam fora da cena, no único momento que pediu que fossem fortes, eles foram vencidos pelo stress.

Aí ele voltou a orar a 2ª hora e quando voltou os achou dormindo de novo e não disse nada, voltou a orar....Era a 3ª hora, orou novamente...

Imaginem que noite angustiante, um dos seus discípulos resolveu vende-lo por 30 moedas, pressentindo a hora, ele disse: “É chegada a hora, eis que o traidor se aproxima”.

Os soldados estavam armados mas a dor da traição de Judas era maior do que a agressividade dos soldados, a dor provocada por Judas feria a sua alma e a dor provocada pelos soldados, feria seu corpo.

Ele sabia como ninguém proteger sua emoção enão esperava muito das pessoas pelas quais ele se doava, por isso, logo se refazia.

Não é a quantidade dos estímulos estressantes que nos faz sofrer, mas a qualidade deles.

A dor de uma traição é indescritível, seja ela num casamento, numa amizade, numa igreja ou no trabalho.

Jesus sempre tratou Judas com amor, nunca o diminuiu, expôs ou desprezou, embora soubesse dos seus planos e ambições e do q fazia com as ofertas recebidas.

Jesus sabia que havia um traidor entre eles..... é fácil conviver com um traidor? Não...

Mas Cristo conseguiu. Sabia que havia um traidor no meio dos discípulos, mas o tratou com dignidade e nunca o excluiu, e nem impediu a traição.

Que estrutura emocional Jesus tinha pra suportar o insuportável, foi amável com seu próprio traidor, lavou os pés do cara e ceiou com ele.

Quantos de nós excluímos de nossas vidas e orações alguns parentes, amigos e talvez até filhos por nos sentirmos agredidos/afrontados/ofendidos pelos seus comportamentos. A ordem é ore pelos inimigos.. deseja bem

Não toleramos, não suportamos as pessoas que nos ofendem, nos contrariam porque não conseguimos filtrar as ofensas dirigidas a nós.

É impossível evitar atritos e contrariedades na nossa sociedade por isso muitos de nós vivemos angustiados, Fazemos de nosso coração uma lata de lixo,

Não conseguimos nos amar o que torna impossível amar os outros, ter empatia pelos outros.

Por isso vemos pessoas hoje dizendo (prefiro bicho do que gente), porque é menos traumático viver com mil animais do que com um humano.

Eu sei que a convivência social é uma fonte de stress, mas quem se isola peca e não suportamos estar só pois fomos feitos para conviver, para  nos ajudar. Quando aprendermos a filtrar e tomar a decisão do que vamos absorver e.......... jogar fora o que não serve nos tornaremos livres no território da emoção.

Amai vossos inimigos”, e Jesus deu o exemplo, os amou até o fim, por isso chamou seu traidor de amigo no momento da sua traição.

O compromisso de Jesus era com a sua consciência, com sua missão, ele não procurava dar respostas para agradar as pessoas, as vezes se envolvia em embaraços por causa disso e colocava sua vida em perigo, mas era fiel à sua consciência, não forçava nenhum tipo de comportamento, ensinou seus discípulos a andarem no mesmo caminho e recebeu um golpe pelas costas. Judas não aprendeu essa lição, foi infiel ao que viu, ouviu, conviveu.

O cálice começou no jardim do Getsêmani.

Após a traíção com um beijo, isto é, só trai vc quem tem acesso e intimidade com vc, ele foi preso.... aí todos o abandonaram.

Marcos 14:27 - E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.

- vamos imaginar as longas caminhadas que fizeram juntos,

- as subidas ao monte das Oliveiras,

- as vezes que o ouviram ensinar às multidões,

- eles disputaram entre si quem seria o maior entre eles

- diziam “jamais te abandonaremos”... sabe o tamu junto?

É fácil apoiar alguém forte. Cristo sabia que no momento que deixasse de usar o seu poder e fosse tratado como criminoso, eles o deixariam, e foi nesse exato momento, que ninguém ficou com ele.

Todos os fortes ficaram fragilizados, o medo falou mais alto.

Jesus não veio só para cumprir a lei mosaica, mas para imergir o homem na lei flexível da vida.....a falar de mudança interior tipo: “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”.... veio tirar a mascara da solidariedade, que em alguns casos é em troca de aplausos....Jesus desejava que as atitudes fossem recompensadas por Deus que vê em secreto e não pelos homens...

veio corrigir pensamentos e emoções.....

veio fazer uma revolução na alma e no espírito humano das pessoas a começar pelos seus discipulos.

O quarto e último sofrimento causado pelos amigos foi obra de Pedro que  o negou três vezes, todo mundo conhece, nem vou ler.

Pedro disse que, se necessário, morreria com ele.

Pedro tinha uma personalidade forte, ousado, um líder, fazia o que lhe vinha à cabeça por isso era rápido para errar, deixou tudo para seguir Jesus,  era casado.  Mas entregou a sua vida para Jesus de verdade.

Creio que a atitude de Pedro, de ter vergonha ou medo, a ponto de negar tudo que viu e viveu com ele,abriu, um buraco na alma de Jesus.

Pedro podia excluir Jesus de sua história, mas Jesus jamais o abandonaria. Nunca alguém amou e se dedicou tanto a pessoas que o frustraram e lhe deram tão pouco retorno.

Toda vez que Cristo previa um acontecimento frustrante ele tinha algo a ensinar.. e dessa vez foram 3 grandes ensinamentos.

Vamos juntos?.

 Nada preserva mais a emoção do que diminuir a expectativa que temos nas pessoas, toda vez que esperamos demais de pessoas temos grandes possibilidades de nos decepcionarmos.

Ver seus discípulos tendo vergonha dele e fugindo de medo de serem perseguidos também era uma cena difícil de suportar, mas Jesus, já tinha se preparado para aceitar esse “abandono”, apesar da dor causada, porque ele conhecia o intimo de cada um deles e sabia que não conseguiriam gerenciar os pensamentos nos momentos de tensão, pois até em tempestades eles já tinham se desequilibrado, arrumaram uma gritaria doida no barco porque o medo não permitiu que reconhecessem Jesus....o estresse dá branco na gente

2º Jesus queria prepara-los para continuar, ensinou durante três anos e meio lições incomuns, por isso tinha esperança de que a semente que havia plantado no coração deles germinasse e desse frutos durante toda a trajetória de suas vidas, deu certo, estamos nós aqui cumprindo o IDE que eles deram continuidade, e agora vcs estão sendo preparados, por IDE tambem.

Jesus queria que eles não desistissem de si mesmos, independente dos seus erros, que não alimentassem sentimento de culpa, que não ficassem isolados e desânimados.

Sabia que eles ficariam angustiados quando percebessem o abandono de todos, a traição de Judas e a negação de Pedro, ele queria dar condições para que retomassem o caminho de volta e todos voltaram, apenas, Judas não retornou, desenvolveu um sentimento de culpa tão grande que se suicídiou.

Jesus cuidou do sentimento de culpa deles, antes mesmo do sentimento de culpa surgir....lindo isso, né?

E ainda morreu pra q a gente pudesse viver

3º queria mostrar que eles não conheciam a si mesmos eo autoconhecimento é necessário para que eles amadurecessem.

Porque quando estamos angustiados, entramos em um cárcere emocional, o que nos tras dificuldades de organizar os pensamentos e reagir com lucidez e segurança.


Por que não “conheciam a si mesmos”?

Porque fizeram pactos de amor com Jesus e quebraram quando sentiram medo....

Disseram que não o abandonariam e fugiram

Quantas promessas fazemos pra nós mesmos e não cumprimos?

Quantos propósitos fazemos com deus e não cumprimos?

Quantos propósitos fazemos com nossa família e não cumprimos?


Baseada no livro - O mestre da sensibilidade de Augusto Cury

Que essa mensagem possa ter abençozdo você!!!!

Bjksss... Graça e Paz

  


terça-feira, 5 de julho de 2022

Maturidade - Sozo

Olá, bem vindo, se você ainda não sabe o significado da palavra SOZO, é o seguinte, é o ser feito completo, cura, salvação e libertação de uma forma completa de corpo, alma e espirito.

Uma palavra de SOZO sobre Maturidade

Já falamos da ultima ceia ( A ultima noite, segue o link) https://pastoramariza.blogspot.com/2022/05/a-ultima-noite-sozo.html 

Ceia importante porque não dariam a Jesus nem pão nem água durante o calvario, e ele sabia disso, por isso comeu calmamente para suportar o que estava por vir.

Após comer e orar, foi ao encontro de seus opositores, se entregou espontaneamente, e para isso procurou um lugar tranqüilo, sem o assédio da multidão, porque não queria tumulto ou violência, até neste ultimo momento ele pensou na segurança das pessoas, inclusive, na dos homens que iriam prendê-lo, tanto que censurou Pedro, quando ele cortou a orelha do soldado e curou o cara, colocou a orelha no lugar.

imagem WEB

Jesus não era agressivo com ninguém, por isso, a tranqüilidade era uma atmosfera constante.

- Será que onde estamos criamos uma atmosfera de tranqüilidade ou de tensão, de irritabilidade?

O amor de Jesus é ilimitado ao ponto de amar seus próprios inimigos.

Diferente de algumas pessoas ou quem sabe de todos nós que temos um  amor circunstancial e restrito, que as vezes, não sobra energia nem para o amor próprio, pra gente sentir um pouco de auto-estima (é o valor que você se dá, a forma como você se olha).

Aí, as vezes tem aqueles que os relacionamentos não dão certo e acham que o dedo é podre ou o cupido é míope/cego ou zueiro, mas não é nada disso, é nossa falta de amor próprio que faz a gente confundir lata de lixo com obra de arte. Jiló cozido com figo em calda. Pano de chão com edredom egípcio.

Ame-se antes de amar o próximo é o 2º mandamento que a gente negligencia.

Na única vez que jesus se irou, como registra a Biblia, foi em

Joao 2:13-21 - E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.E tendo feito um azorrague de cordéis (CHICOTE), lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;E disse aos que vendiam pombos:” Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda”.E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: “Que sinal nos mostras para fazeres isto?”Jesus respondeu, e disse-lhes: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei”.Disseram, pois, os judeus: “Em 46 anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?”Mas ele falava do templo do seu corpo.

ele estava no templo e viu homens fazendo comercio na casa de seu “Pai”, comercializando animais e tals, o templo de oração tinha virado o templo do comércio.

Aquilo o incomodou tanto e, por isso, embora estivesse perto de pessoas que o odiavam e não viam a hora dele vacilar com alguma coisa, ele derrubou a mesa dos cambistas e expulsou aqueles homens do templo.

E disse: “Não façais da casa de meu Pai casa de negócio”.

Alguns judeus, irritados com essa atitude, perguntaram o “por que” e com que autoridade ele fazia aquelas coisas.

Jesus estava aborrecido, mas a ira nunca atrapalhava seu raciocínio, por isso, ele respondeu com serenidade e ousadia o seguinte: “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei

Essa resposta não era a que eles esperavam ouvir, a pergunta era desafiadora,mas a resposta foi surreal.

A resposta pareceu uma afronta para aqueles homens, por isso, eles replicaram: “Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás?”.

O templo de Jerusalém era uma das maiores obras de engenharia da civilização humana, seus materiais foram preparados por muitos anos pelo rei Davi mas foi seu filho, o rei Salomão, que o construiu.

Para isso, usou milhares de trabalhadores e demorou 46 anos, o templo era o símbolo dos judeus, o lugar sagrado deles.

Aí surge um homem da Galiléia, uma região desprezada pelos judeus, que diz que aquele templo não era apenas um lugar sagrado, mas a sua própria casa, a casa de seu Pai e toma posse daquele lugar como se fosse seu.

Na real, cada vez que Jesus abria a boca, os judeus ficavam estarrecidos, eles não sabiam se estavam diante de um louco ou de um blasfemo.

Jesus já tinha sido ameaçado de morte várias vezes; agora ele, sem ter medo e sem dar muitas explicações, diz coisas que afronta a maneira deles de pensar.

Como pode alguém tomar posse do templo sagrado como seu?

Como é possível um homem destruir e edificar em três dias uma obra daquele porte?

Simples... o templo físico, que demorou para ser construído, seria transferido para o interior do homem e por meio da sua morte, a humanidade seria redimida, abrindo caminho para que Deus pudesse habitar no espírito humano.

Paulo, teve a coragem de declarar que as discriminações raciais seriam extirpadas, que as distâncias entre os homens seriam abolidas e que haveria uma unidade jamais pensada na história, ou seja, judeus e os demais povos (gentios) pertenceriam à mesma família, a família de Deus.

Eles estariam “...sendo edificados para habitação de Deus no Espírito”.

Nós ainda carregamos todas estas discriminações e outras mais, porque ainda não aprendemos a linguagem do amor.

Amamos mais as diferenças do que a solidariedade,

damos importância a cor da pele,

a alguns digitos na conta bancaria,

a títulos ou diplomas e assim nos dividimos de maneira tola e ilógica....fulano é doutor o outro não é...e aí a covid vem e mostra que é tudo igual.

Jesus, ao dizer que em três dias destruiria o templo e o reedificaria, estava se referindo ao desfecho da sua história, pois como o templo de Deus, morreria e no terceiro dia ressuscitaria.

JESUS foi discriminado, mas amou a todos;

cuspiram-lhe no rosto, ele suportou;

foi caluniado, e procurou conciliação;

foi esbofeteado, e tratou com gentileza seus agressores;

foi açoitado como o mais vil dos criminosos, expressou mansidão.

Aquele que foi o exemplo da paz só se ofendeu uma vez, quando desrespeitaram a casade seu Pai, porém não dirigiu a sua ira aos homens, mas às suas práticas e ao seu desrespeito, isso é maturidade...ele não confundiu o pecado com o pecador...sabe separa uma atitude , de uma pessoa

A gente devia aprender com Jesus a fazer uma “faxina” no templo de nosso interior todo dia,

a chutar a “mesa” cheia de pensamentos negativos,

a virar a mesa do medo e da insegurança,

a virar a mesa da nossa rigidez na hora de admitir erros e fragilidades,

a virar a mesa da mania que a gente tem de ver o defeito dos outros e aumenta-los ao invés de olhar pro nosso e tentar ser uma pessoa melhor pra gente e para os outros

a chutar a nossa religiosidade pra longe e buscar um relacionamento com Jesus que é tão simples

a chutar o complexo de inferioridade e rejeição que nos faz levar tudo pro pessoal e não nos deixar avançar na vida

a rever a forma superficial com que reagimos aos eventos da vida

a rever a forma robotizada de não pensar nas coisas que a gente simplesmente repete e nem sabe o “por que?”.

Se a gente não é capaz de causar uma revolução dentro de nós mesmos nunca conseguiremos mudar os resultados que temos tido na nossa vida.

Augusto Cury diz.... A maior miséria não é aquela que habita os bolsos, mas a alma. Aí eu completo... e o espirito quando este não tem o espirito santo como mentor

Queremos ver mudança mas não queremos mudar, pior...queremos que os outros mudem, porque achamos que a mudança dos outros que fará a diferença em nós.

Cobramos dos outros mas não aceitamos cobrança

Confrontamos os outros mas não aceitamos ser confrontados.....

Hipocrisia isso... desobediência a palavra de Deus já que devemos amar o próximo como a nós mesmos, então, não deveríamos fazer com os outros o que não gostaríamos que fizessem com a gente.

Getsêmani significa azeite. O azeite é produzido quando as azeitonas são feridas, esfoladas e esmagadas, foi lá que Jesus foi ferido e “esmagado” pelos seus inimigos, suas dores seguiu noite adentro, percorreu o dia seguinte e terminou com seu corpo em uma cruz.

Durante o caminho, seus discípulos não o deixavam, cheios de tristeza, menos Judas, ou outros foram com ele até jardim.

Judas não foi, estava faturando 30 moedas de prata, o preço que pagavam por um escravo na época.

Judas tinha andado com ele, mas não o conhecia, ouvia as suas palavras, mas elas não tinham efeito sobre ele, porque não sabia se colocar como aprendiz talvez por falta de caráter, ganancia, ambição, orgulho, arrogância de achar que não precisa de ninguém.... hoje tem muita gente assim ...q acha que não tem mais nada que aprender com os outros... enfim...

Não existe pessoas incapazes de aprender, existem pessoas que não sabem  aprender, as vezes até por arrogância de achar que não precisa de ninguém.

Todos os discípulos foram para o Getsêmani, mas Jesus chamou em particular Pedro, Tiago e João para revelar não o seu poder, mas a sua dor, o lado mais angustiante de sua humanidade, os outros, conheceram a dor de Cristo pelo depoimento desses três amigos, a atitude dele indicava que existia diferente grau de intimidade entre os discípulos.

Jesus, declarava seu amor pelas pessoas, se aprendêssemos a elogiar as pessoas que nos cercam e a declarar nossos sentimentos por elas, tudo seria mais fácil.

Não importava quantas vezes eles erravam, jesus nunca perdia a esperança neles, eles não eram perfeitos, mas sabiam aproveitar as oportunidades para ouvi-lo, para entender seus sentimentos e para expor as suas dúvidas.

Hoje, muitos querem a perfeição absoluta, mas o que Jesus valoriza é um relacionamento íntimo, aberto, espontâneo, ainda que acompanhado de erros e tentativas de acertos, dificuldades e superações..... com arrependimento verdadeiro claro

Para Jesus, sábio não era aquele que não errava, mas o que reconhecia seus erros. Por isso, ele declarou a um dos fariseus que aquele que mais errou foi o que mais o amou.

Pedro, Tiago e João, apesar de errarem muito, conquistaram a intimidade de jesus.

Muitos de nós temos o ego inflamado e uma necessidade paranóica de sermos vistos, reconhecidos e aplaudidos, mas ocultamos nossas misérias, não gostamos de mostrar nossas fragilidades.

Jesus teve a coragem de confessar a Pedro, Tiago e João o q sentia, “A minha alma está profundamente triste até a morte”. Ele deu o exemplo que, assim como tantos outros, não é seguido...

Como pode alguém tão forte, que curou leprosos, cegos e ressuscitou mortos, dizer que estava triste?

No conceito humano, Jesus, não tem medo, não sente ansiedade, está acima dos sentimentos que perturbam a humanidade.

Todo o sofrimento que Cristo passou foi como homem, um homem como nós: açoites, espinhos e os cravos da cruz penetraram num corpo físico humano. Ele sentiu as dores como qualquer ser humano sentiria se passasse pelos mesmos sofrimentos.

Jesus não escondia seus sentimentos mais íntimos, enquanto nós os represamos. Isso é maturidade. Somos impiedosos e autopunitivos conosco. Parece que não podemos falhar, fragilizar, errar e jesus nos deixou um modelo vivo de uma pessoa emocionalmente saudável. Ele se entristeceu ao máximo, mas não teve medo nem vergonha de declarar abertamente as emoções aos seus amigos que registraram essa característica de sua personalidade e a expuseram ao mundo. Isso é maturidade

Somente os fortes conseguem admitir suas fragilidades.

Aqueles que são fortes por fora são de fato frágeis, pois se escondem atrás de suas defesas, de seus gestos agressivos, de sua auto-suficiência, de sua incapacidade de reconhecer erros e dificuldades, muitos cristãos, não têm uma vida intelectual e emocional saudável, sofrem, mas não conseguem admitir seus sofrimentos, alguns querem até colocar essa dor pra fora, mas não conseguem encontrar alguém que os ouça sem preconceitos e sem pré-julgamentos (...mas vc não é cristão....).

Alguns chegam ao suicidio simplesmente porque não têm como expressar em palavras suas dores.

Marido e esposa dormem na mesma cama mas são dois estranhos que pensam que se conhecem bem.

Pais e filhos repetem a mesma história, são grupos de estranhos.

dividir os sentimentos é importante e aliviador.

A arte de ouvir deveria fazer parte de nossa rotina de vida, somos ótimos para julgar e apontar o dedo para a falhados outros, mas péssimos para ouvi-los e acolhê-los.

Ouvir requer sensibilidade, ouvir aquilo que as palavras não dizem, escutar o silêncio...

Jesus sabia tanto ouvir como falar de si mesmo. Ao expor a sua dor, estava treinando seus discípulos a serem abertos e autênticos uns com os outros, a dividirem as suas angústias, a aprenderem a arte de ouvir.

Essa noite ele quer te ouvir..... ele te trouxe aqui porque ele quer te ouvir

Que possa ter lhe edificado, Deus abençoe sua vida.


Bjksss - Graça e paz!!!